terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Workshop “Veganismo: O Que É e Como Pode e Deve Ser”

Inscreva-se já (gratuitamente) no workshop sobre veganismo que será promovido e ministrado pela ANIMAL Sábado, 17 de Janeiro, entre as 10h30m e as 17h, em Carnaxide

O veganismo, mais do que uma dieta, configura um princípio de conduta ética – que se integra na conduta moral global e quotidiana de um indivíduo – fundamental para uma relação de verdadeiro respeito dos humanos para com os outros animais.

O fundamento moral do veganismo é o respeito pelos direitos fundamentais dos animais não-humanos. A implicação pragmática óbvia e necessária decorrente desta atitude de respeito pelos animais traduz-se não só na rejeição da consideração ou tratamento dos animais como recursos ou instrumentos mas também na rejeição da utilização, seja de que tipo for, de qualquer produto resultante de qualquer forma de exploração e/ou violentação dos animais.

Assim, o vegano abstém-se de consumir qualquer produto de origem animal ou que tenha origem na exploração e/ou violentação de animais, sendo, antes do mais, integralmente vegetariano (não incluindo na sua dieta qualquer alimento de origem animal, nomeadamente carne, peixe, ovos, leite, mel e quaisquer produtos alimentares derivados destes). O vegano recusa também usar qualquer tecido de origem animal, nomeadamente pele, pêlo, lã ou seda, seja em vestuário, calçado ou acessórios de qualquer tipo, ao mesmo tempo que procura o mais possível evitar o uso de produtos (nomeadamente produtos de cosmética, higiene pessoal e higiene doméstica) que sejam testados em animais ou que incluam ingredientes de origem animal.

Constitui também uma forte razão para se ser vegano o facto de uma dieta vegana (integralmente vegetariana) trazer enormes benefícios para a saúde de quem a pratica, reduzindo importantemente a probabilidade de se vir a padecer de doenças diversas, nomeadamente a obesidade, osteoporose, diversos tipos de cancro, colesterol, problemas cardíacos e diversas alergias alimentares.

Ao mesmo tempo, está a ser felizmente cada vez mais destacado e lembrado – incluindo por relatórios de organizações insuspeitas, como é o caso da FAO (Organização para a Alimentação e para a Agricultura das Nações Unidas) – que a criação de animais com fins alimentares tem um impacto dramaticamente pesado no actual estado de desequilíbrio ambiental do planeta, não só pela emissão de gases com efeitos de estufa que envolve (e pelo peso que representa nesta área, gerando consequências ainda piores e de maior dimensão do que o sector dos transportes e as emissões que este último envolve), mas também pelas muitas formas laterais de poluição de que é culpada. Ao mesmo tempo, a criação de animais com fins alimentares envolve uma utilização de recursos – nomeadamente de água e de energia – de longe muito maior do que a produção de vegetais. Acresce que, além do mais, se trata de um sistema economicamente ineficiente, na medida em que gera muito menos alimentos disponíveis para alimentar a população humana do que a produção exclusiva de vegetais geraria. Segue-se daqui que, além dos outros importantíssimos benefícios do veganismo, uma dieta vegana é também uma dieta muito mais ecológica e sustentável, assim como racional e economicamente justa e eficiente, do que uma dieta não-vegana.

Tendo como objectivo divulgar e explicar melhor os fundamentos do veganismo, a sua importância extrema na defesa dos direitos dos animais, mas também para a saúde humana e para um mundo ecologicamente mais equilibrado e economicamente mais justo e mais eficiente, nomeadamente no que respeita à produção e distribuição de alimentos, pretendendo, além do mais, oferecer respostas para as perguntas e dúvidas comuns e indicações preciosas para o dia-a-dia de um vegano ou de alguém que esteja, ou queira estar, a dar passos para se tornar vegano, a ANIMAL vai promover o Workshop "Veganismo: O Que e Como É, Pode Ser e Deve Ser", no próximo dia 17 de Janeiro (Sábado), entre as 10h30m e as 17h, em Carnaxide (concelho de Oeiras).

Pode consultar o programa deste workshop abaixo. A inscrição no workshop é gratuita mas obrigatória, por razões de organização logística. Se quiser inscrever-se e participar neste workshop para aprender mais acerca do veganismo, do que e como é, pode e deve ser, por favor envie uma mensagem para rita.silva@animal.org.pt. Aceitam-se inscrições até ao dia 14 de Janeiro.

Workshop "Veganismo: O Que É e Como Pode e Deve Ser"
Sábado, 17 de Janeiro de 2009 Entre as 10h30m e as 17h Em Carnaxide

Fundamentos e Implicações Éticas do Veganismo

- O que é a senciência animal e porque importa
- Até onde deve o veganismo ir – a ética vegana e os limites mínimos e máximos do veganismo
- Por que razão é legítimo comermos plantas?
- O que há de errado com consumir ovos e leite?
- Mel – consumi-lo é um problema?

Benefícios do Veganismo para a Saúde e para o Planeta

- Ser vegano é ser mais saudável
- Veganismo e ecologismo

Ingredientes de origem animal – conhecê-los, reconhecê-los e evitá-los

- Ingredientes de origem animal
- Serão as bebidas alcoólicas veganas?
- Aditivos/conservantes – serão seguros?

Consumir veganamente

- Produtos de cosmética, higiene pessoal e doméstica
- Vestuário, calçado e acessórios
- Alimentos enriquecidos e suplementos (vitamina B12, ferro, ácido fólico, etc.)
- Veganismo fora de casa – o que comer? Em quem devemos confiar?

Veganos especiais – É correcto? É possível? É adequado?

- Bebés e crianças veganas
- Cães e gatos veganos

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

ASAE junta-se às polícias no controlo de cães perigosos

(Por Luísa Botinas. In “Diário de Notícias”, 1 de Janeiro de 2009)

Segurança. Governo e autarquias apertam o cerco e procuram evitar ataques

O Governo vai avançar com o Plano Nacional de Controlo de Cães, publicando-o em Diário da República, "durante o primeiro semestre de 2009", disse ao DN fonte do Ministério da Agricultura. O objectivo é claro: fiscalizar as condições de detenção, criação, venda e circulação dos de cães de raça potencialmente perigosa.

Nesta iniciativa legislativa ficará enquadrada igualmente a actuação das entidades no terreno. A ASAE (Autoridade de Segurança Alimentar e Económica), GNR, PSP e as polícias municipais vão trabalhar de forma complementar. Na sua mira estarão animais como os pit bull, rottweiler, cão de fila brasileiro, dogue argentino, staffordshire terrier americano, staffordshire bull terrier e tosa inu. Recorde-se que a reprodução e a criação de animais pertencentes a estas sete raças foram restringidas por um despacho ministerial. Sublinhe-se ainda que cães só podem circular na via pública com açaime e trela com menos de um metro.

Além da vertente fiscalizadora, o plano vai sistematizar a informação disponível (estatísticas de ataques e irregularidades) que actualmente é direccionada tanto para a Direcção-Geral de Veterinária( base de dados do Sistema de Identificação de Caninos e Felinos, SICAFE) e juntas de freguesia.

Em Lisboa, entra em vigor durante este mês o regulamento camarário que limita a apenas a um por fogo, nos bairros municipais, o acolhimento e posse de cães potencialmente perigosos. Numa primeira fase, a autarquia promoverá acções de sensibilização junto dos proprietários. Combater a conflitualidade social nos bairros municipais, potenciada pela concentração de cães de raças potencialmente perigosa nos imóveis, é um dos objectivos desta medida.

Procurando promover a convivialidade e as boas práticas de vizinhança, a câmara quer evitar ataques perpetrados por estes cães aos moradores (o mais recente ocorreu no Bairro da Quinta do Cabrinha, ver caixa). "Antes de se avançar com as penalidades pelo incumprimento das regras, apostamos na sensibilização junto dos proprietários destes cães, nomeadamente, promovendo a desparasitação e identificação electrónicas gratuitas, ao mesmo tempo que se atribui a licença e se vacina o animal", disse ao DN Luísa Costa Gomes, da Direcção Municipal de Ambiente Urbano da autarquia.

Não sendo tão restritivas como o regulamento em vigor no Porto, que proíbe a posse de animais de raça potencialmente perigosa em fogos camarários, ou, como o de Setúbal que prevê coimas pesadas para os infractores que não façam a identificação electrónica do animal, as novas regras da capital pormenorizam aspectos da lei geral. Segundo o decreto-lei 312/2003, não podem existir mais de quatro animais (cães ou gatos) por fogo. E, destes, apenas três podem ser cães. Mas a lei também prevê que os condomínios definam o número de animais que pode permanecer em cada habitação. Ora, a Câmara de Lisboa, através da empresa Gebalis, gestora do seu parque habitacional, produziu este regulamento que limita, a um, o número de cães de raça potencialmente perigosa nas habitações sociais.

As acções de sensibilização são um incentivo aos proprietários destes cães. A última que posto móvel da autarquia de Lisboa realizou foi na Ameixoeira, um dos bairros municipais lisboetas referenciados pela existência de cães de raça perigosa. Alta de Lisboa e Chelas são os outros bairros para onde a sensibilização avançará.